30-06-2009

Beyonce - Halo & Robert Miles - Children


28-06-2009

Sugestão de leitura - II

Paul Hoffman fornece uma visão íntima do grande matemático Paul Erdós. Pelo caminho, apresenta ao leitor um elenco de notáveis génios matemáticos, bem como algumas das mais importantes descobertas nesta área.
Eis uma pequena passagem:
"Pitágoras de Samos praticava o culto dos números inteiros e das fracções simples, proporções de números inteiros. E levava essa religião a sério. Quando um dos seus seguidores desafiou a sua visão do mundo ao descobrir que o comprimento da diagonal de um quadradro de lado unitário (a raiz quadrada de 2), não podia ser expressa nem como número inteiro, nem como fracção simples, Pitágoras ficou fora de si e obrigou os seus discípulos a jurarem segredo. Diz a lenda que, quando, posteriromente, um dos seguidores o traiu, Pitágoras o mandou executar - aquilo a que Erdós chamou de «escândalo Pitagórico»." .

27-06-2009

Sugestão de leitura - I

Emoções, ideias, medos, desejos, espiritualidade...e tantos outros aspectos da nossa vida que nos caracterizam como seres humanos derivam das complexíssimas operações do nosso cérebro. Quando nos interrogamos acerca de nós próprios, são muitas as perguntas que surgem: é a alma o resultado, tão só, de reacções químicas e eléctricas? O amor, um aspecto tão relevante da nossa existência, depende de meras ligações neuronais?Será que os artistas têm um cérebro diferente? A quantidade de questões é infinita...
Este livro, que coloca as perguntas que todos nós fazemos aproxima - nos, pela mão de Eduardo Punset, das reflexões dos investigadores mais relevantes, e permite-nos penetrar, a partir de uma posição priviligiada, nesse grande segredo que é o cérebro!
Boa leitura

17-06-2009

A beleza da vida...humana

Objectivamente não existe qualquer relação entre arte e moralidade, pois arte é arte e moralidade é moralidade, e pela mesma razão não existe qualquer relação entre verdade e moralidade. No entanto, a moralidade, sendo um esforço para elevar a vida humana, tem consequentemente relação com toda a vida humana e a vida inclui a arte e a verdade.
Eu posso, se estiver ao meu alcance, basear um poema maravilhoso no pressuposto que a Terra é o centro do Universo - Copérnico não se sentirá ofendido! No entanto, na medida que utilizo um pressuposto errado, o meu poema perderá o contacto com a vida, i.é, não perderá o contacto com a arte, perdê-lo-á com aquilo a que à arte pertence.
Qualquer poeta sabe muito bem que é mais fácil escrever um bom poema acerca de uma mulher que lhe interesse muito do que acerca de uma mulher por quem esteja profundamente apaixonado; uma grande emoção é egoísta, chama a si todo o sangue do espírito e a congestão deixa as mãos demasiado frias para escrever.
As emoções podem ser fortes, mas rápidas, ou então, profundas na recordação que deixam e ainda falsas se sentidas apenas no intelecto, mas não na "pele" (e vice-versa, pois apenas na "pele", também é sentido por outras formas de vida que não humanas).
A base de toda a arte não é a falta de sinceridade, mas uma sinceridade traduzida. Nunca ninguém poderia escrever um poema se não houvesse dentro dele aquilo que o poema exprime, não no que diz, mas pelo mero facto de existir.
A vida humana atingiu, indubitavelmente, um patamar superior (com todas as responsabilidades inerentes), daí o "dever" de a rentabilizar como um dom único e irrepetível!

08-06-2009

Se Camões fosse vivo teria escrito...


Os Portíadas

CANTO PRIMEIRO

1
A fama dos Dragões assinalados
Que desta Mui Nobre, Invicta e Leal,
Em estádios nunca antes disputados
Jogaram p'ra ganhar cada final,
E em torneios e jogos esforçados
Mais do que era sonhado em Portugal,
Entre gente remota conquistaram
Nova glória, que tanto sublimaram;

2
E também as memórias gloriosas
De oitenta e sete, aí principiando
Nova Era, e as terras viciosas
Que de Espanha ao Japão foram domando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Imprensa libertando,
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.

3
Cessem da pantera e mais felinos
As deambulações grandes que fizeram;
Cale-se dos tais cinco violinos
A fama das vitórias que tiveram;
Que eu canto o peito ilustre dos meninos
A quem Manchester e Real obedeceram!
Cesse tudo o que Record e Bola cantam,
Que outros valores mais alto se alevantam!
Lindo...

04-06-2009

Evolução...

30-05-2009

Não há duas sem três...


24-05-2009

Ora toma que já almoçaste...

23-05-2009

Edgar Morin...e uma pedrada no charco!

Será que especialização é a saída para a crise mundial que estamos a viver? Para quê saber muito do pouco e quase nada ou pouco do muito? vale a pena ver a opinião deste pensador Francês...

22-05-2009

Dvorak-NWS & Infinity...


20-05-2009

Guia prático da ciência moderna

Lei da Distinção das Ciências:
1. Se mexer, pertence à BIOLOGIA;2. Se cheirar mal, pertence à QUÍMICA;3. Se não funcionar, pertence à FÍSICA;4. Se ninguém entende, pertence à MATEMÁTICA;5. Se não faz sentido, pertence à ECONOMIA ou à PSICOLOGIA;6. Se mexer, cheirar mal, não funcionar, ninguém entender e não fizer sentido é INFORMÁTICA.
Lei da Procura Indirecta:
1. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa é procurar outra;2. Encontramos sempre o que não estamos a procurar.
Lei do Telefone
1. Quando te ligam:- se tens caneta, não tens papel;- se tens papel, não tens caneta;- se tens papel e caneta ninguém te liga;2. Quando ligas para um número errado, esse número nunca está ocupado.
Parágrafo único: Todo o corpo mergulhado numa banheira ou que se encontre debaixo de um chuveiro faz tocar o telefone.
Lei das Unidades de Medida:
Se estiver escrito 'Tamanho Único' é porque não serve a ninguém, muito menos a ti.
Lei da Gravidade:
Se conseguires manter a frieza quando todos à tua volta estão a perder a cabeça, provavelmente é porque não estás a perceber a gravidade da situação.
Lei dos Cursos, Provas e Afins:
80% da prova final será baseada na única aula a que não foste e no único livro que não leste.
Lei da Queda Livre:
1. Qualquer esforço para se agarrar um objecto em queda provoca mais destruição do que se o deixássemos cair naturalmente;2. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor da carpete.
Lei das Filas e dos Engarrafamentos:
A fila do lado anda sempre mais rápido.
Parágrafo único: Não adianta mudar de fila. A outra é sempre mais rápida
Lei da Relatividade Documentada:
Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual de instruções.
Lei da Vida:
1. Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada;2. Tudo o que é bom na vida é ilegal, imoral ou engorda.
Lei da Atracção de Partículas:Toda a partícula que voa encontra sempre um olho aberto.

18-05-2009

Comunicação, ou falta dela! - parte III

14-05-2009

A importância da pontualidade

Um velho padre foi a um jantar de despedida pelos seus 25 anos de trabalho ininterrupto à frente da Paróquia.

Um importante político da região e membro da comunidade, convidado para entregar o presente e proferir um pequeno discurso, atrasou-se.

O sacerdote decidiu proferir umas palavras e disse:
«A primeira impressão que tive da paróquia decorreu da primeira confissão que ouvi : a primeira pessoa que se confessou disse-me que tinha roubado um aparelho de TV, tinha roubado dinheiro aos seus pais, tinha roubado a firma onde trabalhava e tivera aventuras amorosas com a esposa do patrão. Dedicara-se ainda ao tráfico de drogas e até tinha transmitido uma doença à própria cunhada.
Fiquei assustadíssimo... Pensei que o bispo me tinha enviado para um lugar terrível.Mas fui confessando mais gente, que em nada se parecia com aquele homem...constatei a realidade de uma Paróquia cheia de gente responsável,com valores, comprometida com a sua fé.Vivi aqui os 25 anos mais maravilhosos do meu sacerdócio.»

Neste momento, chegou o político.
O padre passou-lhe então a palavra.
O político, depois de pedir desculpas pelo atraso, disse:
«Nunca vou esquecer o dia em que o sr. padre chegou à nossa Paróquia.Como poderia? Tive a honra de ser o primeiro a confessar-me!»

Moral da história: NUNCA SE DEVE CHEGAR ATRASADO.

11-05-2009

Simplesmente...TETRA!



07-05-2009

Único e Irrepetível

Para que a humanidade possa continuar, é preciso que ela aceite a mortalidade; uma apoptose, segundo uma expressão inventada pelos Gregos para descrever a queda das folhas no Outono antes que brotem outras folhas. Ser agnóstico não representa certamente a posição intelectual e filosófica mais fácil. Não acreditando na salvação, nem na predestinação e muito menos numa qualquer finalidade do cosmos, a grande ideia que mobiliza o Homem é a VIDA.
Ensinar a evolução e as nossas relações com a vida seduz-me neste projecto de um verdadeiro humanismo universal, pois os Homens não têm nada de vergonhoso, nem nada de que se devam envergonhar (na sua essência...)
Adaptado de Nova História do Homem, Pascal Picq
Eu acrescento: A evolução caminhou, por mero acaso, até nós; aproveita a oportunidade para rentabilizar a vida como um dom único e irrepetível!

03-05-2009

4you...


01-05-2009

Homem novo vs. Homem velho!

Mas a História, enquanto disciplina que pretende transmitir uma memória do que nos é ancestral, leva-nos a conhecer o que os outros experimentaram, o que sofreram e como o ultrapassaram, assim como tudo aquilo que funcionou bem e como foi feito, é essencial para formar cidadãos informados e capazes de emitir opiniões que não sejam condicionadas pelos apelos mais imediatos.
A História e a memória ajudam a criar um modelo de cidadão indesejável nos tempos que correm, porque será necessariamente, pelo menos em parte, um homem velho por ter dentro de si o conhecimento do passado.
Os novos tempos querem um homem novo, o mais vazio possível para que seja possível impregná-lo com tudo aquilo que a propaganda de hoje quer fazer como sendo os valores essenciais da modernidade tecnológica, mas que mais não é a redução de indivíduos a autómatos.
O homem velho terá sempre a capacidade de fazer comparações e, nessa operação, aperceber-se da pequenez das figuras que hoje parecem agigantar-se apenas pela sombra que projectam devido aos holofotes que lhes colocaram por trás.
O homem novo tenderá a ser crédulo e a aceitar o que lhe é dado, porque nada tem de seu e tudo recebe de forma acrítica...são estes que fazem a delícia da classe política, embora, à sua maneira, todos somos cúmplices de um silêncio que se abate sobre a nossa memória colectiva...!
Adaptado de A educação do meu umbigo (pp. 264-266), Porto Editora; Paulo Guinote

25-04-2009

25 de Abril...tá-se bem?!

24-04-2009

Liberdade de Expressão...

Selvagens... e o elogio da diferença!

Claude Lévi_Strauss demostrou que a racionalidade e o pensamento selvagem se encontram em todas as populações humanas. É que, quando se invoca o pensamento selvagem, muitos Ocidentais ainda pensam que são os únicos detentores da racionalidade.
Um aborígene Australiano, um ianomam da Amazónia, um inuíte da Grenolândia têm representações do mundo e relações com o mesmo muito mais ricas e estruturadas do que os nerds que passam o tempo em frente a ecrâs (TV, PC, telemóveis...), desligados de toda a vida social, ou dos gunas, que apenas conhecem o "seu micromundo". A partir das nossas origens comuns em África, as populações humanas dispersaram-se pelo planeta, inventando diversas culturas, técnicas e línguas; depois, com os descobrimentos, reencontraram-se...uma mesma Humanidade, rica em diversidades que deveriam ser respeitadas e elogiadas!
Adaptado de Pascal Picq, Nova História do Homem

17-04-2009

Comunicação, ou falta dela - Parte II

16-04-2009

Giordano Bruno

Obrigado a exilar-se, percorre meia Europa - Genebra, Paris, Lyon, Toulouse, Oxford, Magdeburgo e Praga - até que, em 1591. volta a Itália para se instalar em Veneza.
Depois de irritar mais um protector é preso e comparece perante a Inquisição a 23 de Maio de 1592. Seguem-se 6 anos de interrogatórios nos quais se mostra hábil (mesmo sendo torturado), o que exaspera o Papa Clemente VIII. Por fim é condenado à morte e queimado vivo no campo dei fiori a 16 de Fevereiro de 1600, não sem que antes lhe tenham cortado a língua, com receio de que ele profira os seus derradeiros impropérios ímpios.
Trinta e três anos depois segue-se o processo de Galileu. Este não conhecerá o destino trágico de Bruno.
Giordano Bruno nunca será reabilitado pela Igreja; Galileu foi-o na encíclica do Papa Pio XII, Humani generis, em 1950 (demorou...)
E Giordano Bruno?... duplamente queimado?
Adaptado de Nova História do Homem, Pascal Picq

09-04-2009

O erro de Rousseau

O que nos diz a sistemática molecular é que os homens, os chimpanzés e os bonobos partilham um último antepassado comum que vivia algures em África há cinco a sete milhões de anos e que, desde então, as nossas linhagens não deixaram de divergir. Darwin comete, de facto, uma dupla blasfémia ao tocar nas origens e ao evocar causas naturais, ou materialistas, para explicar o aparecimento do género humano.
Vivem em grupos sociais, são comunidades compostas por vários machos e fêmeas adultas e pelas suas crias. Ao contrário do que observamos noutros mamíferos e em particular noutros primatas, os machos são endógâmos e verilocais e as fêmeas são exogâmicas e alopátricas - portanto não há incesto.
A mentira, perfídia, amizade, rizo, tristeza e alegria moldam a sua vida, bem como tantas outras manifestações de consciência de si, do outro e do grupo. Quem são?... OS CHIMPANZÉS...
São os costumes, mais do que o uso de utensílios de pedra, que perturbam a nossa humanidade. Tanto neles como em nós se observam comportamentos que variam dos mais sórdidos aos mais nobres.
Mesmo os bonobos (muito mais pacíficos) têm a mesma tendência para a guerra que os homens, desfazendo assim o mito do "bom macaco selvagem". Destroem-se desta forma quaisquer esperanças de origens à Rousseau. Pensamos em Konrad Lorenz que tinha proposto um cenário das origens mais (realista) agressivo e violento!
Adaptado de Nova História do Homem, Pascal Picq

01-04-2009

Nova História do Homem

O livro de Pascal Picq aborda uma série de descobertas perturbantes e vem por em causa muito do que se julgava definido sobre a nossa humanidade! Fiquemos com um pequeno excerto da obra (Círculo de Leitores, págs 72 e 73):
...por outras palavras, a dicotomia do bem e do mal. Quando de modo inquisitorial, os defensores da dignidade do Homem, do alto da sua majestade, acusam os outros de não acreditar no Homem, de o negar e difamar. Será caluniar, não dizendo mas mostrando o que somos, desde os nossos genes, passando pela anatomia, pela fisiologia e mesmo pelas nossas capacidades cognitivas? Será blasfemar reconstituir como todas estas características se reencontram nos diversos nós da grande árvore da vida, sem negar a especificdade do Homem?
De um lado, os detentores do poder de atormentar os outros, afastando o animal-objecto de todos os exercícios de conhecimento e arrogando-se o direito de exigir aos outros que se expliquem, baseados nas suas certezas empedernidas de ignorâncias mantidas, aplicam a excomunhão, lançando a acusação infame de antropomorfismo. E os mesmos - aqueles que dissociam o Homem do animal - convocam o animal no Homem, quando este se entrega aos piores ataques a outros homens, que aliás foram animalizados para melhor serem excluídos ou exterminados. Se o Homem é livre e responsável, e não um animal, porque representar o animal como o diabo para explicar os seus erros mais desumanos?
Como é que uma atitude tão arcaica pode perdurar no mundo dos pensadores, mais de duzentos anos passados sobre o Século das Luzes?

24-03-2009

Comunicação...ou falta dela - Parte I

20-03-2009

Dá-lhe Alice...

Aconteceu uma coisa terrível na Educação: tudo tem de ser divertido, nada pode dar trabalho”
Alice Vieira, in Público, 19 de Janeiro de 2009

15-03-2009

Instrumento Diabólico...


Há quatro séculos, nascia o invento que iria redefinir o nosso lugar no universo. Considerado na época, o instrumento mais diabólico da História, o telescópio abalou a sociedade até às raízes. Ao erguer os olhos para o céu, tinhamos ficado convencidos que éramos o centro da criação, e havia motivos para isso : da nossa perspectiva, tudo parecia girar em redor da Terra.
Sempre que alguém ousava desafiar esse conceito do mundo, a sua voz era amordaçada pelos poderes religiosos, até que, em 1608/1609, a venda nos caiu dos olhos.
O aperfeiçoamento de Galileu consistia numa lente convexa para a objectiva e outra, côncava, na ocular. Em 1611, o alemão Kepler foi o primeiro a usar duas lentes convexas que faziam os raios convergir no mesmo ponto. A configuração de Kepler é ainda utilizada em binóculos e nas máquinas fotográficas modernas, e é também a base do telescópio reflector.
Galileu foi demasiado longe: terminou os seus dias em prisão domiciliária e intelectualmente esquecido. Porém, no ano em que Galileu estava às portas da morte, nasceu a criança que iria completar a sua revolução. Isaac Newton deu-nos uma nova imagem do universo que sobreviviria 250 anos, até Einstein. Foi sobre a herança de Galileu que Newton inventou o telescópio, que constitui a base dos actuais. A inovação consisitia em usar espelhos em vez de lentes para reflectir a luz e formar imagens. Newton escreveu: "se consegui ver mais longe, é porque subi nos ombros dos gigantes". O Universo abria-se perante os nossos olhos em todo o seu esplendor!

Adaptado da Revista Super Interessante, nº 131, págs 53 e 54

13-03-2009

Valores Epistémicos do Darwinismo

1 - Exactidão Preditiva
Avançando a partir do mecanismo central, houve áreas onde a teoria Darwinista foi profética (como por exemplo na distribuição biogeográfica). Segundo ela podemos inferir que os organismos de cada ilha serão aparentados com os do continente mais próximo.
2 - Coerência interna
A teoria não é incoerente, pois não encerra contradições evidentes. Um dos problemas foi o de tentar aplicar a luta pela sobrevivência (duma forma sistemática e a todos os seres vivos) do ponto de vista individual...então e os insectos sociais? (só Hamilton, 100 anos depois, se aproximaria de uma resposta satisfatória).
3 - Consistência externa
Quando Lord Kelvin calculou a idade da Terra em cerca de 25 M.a, a teoria de Darwin vacilou e quase foi ao tapete... mais tarde verificou-se que a idade da Terra seria de 4,6 biliões de anos (tempo esse que já era compatível com a acção da selecção natural). O lado irónico é o facto de serem os Físicos a estarem errados - gloriosamente errados - e não a biologia evolutiva de Darwin.
4 - Poder unificador
Neste aspecto mostra todo o seu valor, unificando numa única, todas as áreas díspares, até então, da Biologia. Como diria mais tarde T. Dobansky: "nada em Biologia faz sentido a não ser à luz da evolução.".
5 - Fertilidade
A teoria encerra em si um elevado potencial, possibilitando novos caminhos de investigação.
Em relação à simplicidade, ela surge, ou não, dependendo do olhar que contempla a obra. Não é fácil assumir esta obra como simples, mas se a olhar-mos pela capacidade do poder unificador, ela é elegantemente simples.
Embora "A origem das espécies" não seja uma obra perfeita, ela representa um salto quântico acima de toda e qualquer coisa (até ela e depois dela) oferecida para explicar as origens e evolução da vida!
Adaptado de O mistério de todos os mistérios, Michael Ruse

07-03-2009

O Mundo, a Verdade e a Ciência

Os cinco valores epistémicos que se presume promoverem o carácter verdadeiro da ciência (como o conhecimento válido que temos disponível do mundo), são:

1 - Exactidão preditiva - capacidade de prever o que é desconhecido;

2 - Coerência interna - os vários elementos da teoria não se podem contradizer;

3 - Consistência externa - não deve violar princípios científicos já estabelecidos;

4 - Capacidade unificadora - conseguir esclarecer vários dados experimentais que podem parecer incompatíveis;

5 - Fertilidade - aptidão para abrir novos domínios do pensamento.

Temos um valor adicional (particularmente do agrado dos físicos) - simplicidade ou elegância. As teorias têm qualquer coisa de esteticamente atraente ou apelativa, embora este valor já entre no campo da estética/lógica.

Será que a ciência nos aproxima da realidade?... ou essa realidade não passa de uma construção social?

Eu penso que o método científico é, talvez, aquele que melhor consegue descrever (e até certo ponto controlar) o mundo que nos rodeia!

Adaptado de O mistério de todos os mistérios, Michael Ruse

02-03-2009

...


01-03-2009

A Multicelularidade

Martin Boraas e a sua equipa pegaram numa alga unicelular e deixaram-na viver isolada mais de mil gerações. Depois introduziram um predador: uma criatura unicelular que envolve outros seres para os ingerir. Em menos de duas centenas de gerações a alga reagiu tornando-se um aglomerado de centenas de células. Com o tempo o número de células estabilizou nas oito em cada aglomerado. Este número permite aos agregados evitar a predação, mas serem, ainda, suficientemente pequenos para que a alga continue a captar a luz que necessita à sua sobrevivência.
Quando o predador foi retirado - pasme-se - as algas continuaram a reproduzir-se em agregados de oito células. Surgiu, assim, uma versão simples de uma forma multicelular ("corpo") a partir de uma criatura unicelular e sem corpo.
Se esta experiência consegue produzir em poucos anos uma organização semelhante a um corpo a partir de um organismo sem corpo, imaginem o que pode ocorrer em milhões de anos de evolução.
A questão deixa de ser como podem os corpos ter surgido, mas porque não surgiram mais cedo...; à cerca de um bilião de anos os níveis de oxigénio atmosférico aumentaram consideravelmente; a partir daí surgiram corpos por todo o lado. Será que foi ele que permitiu este salto na complexidade da vida?

20-02-2009

Sam Sparro & DJ Rui da Silva


17-02-2009

Evolução_2

Imagine tentar quitar um carocha para viajar a velocidades de 250 km/h. Quitá-lo seria possível, mas a partir de certas velocidades teríamos problemas. Peguemos no plano corporal de um peixe, mascaremo-lo de mamífero e depois alteremos o mamífero até ele andar sobre duas pernas, falar, pensar... e temos a receita para problemas.
O peixe só pode ser alterado até certo ponto sem termos de pagar um preço. Num mundo perfeitamente concebido não teríamos de sofrer de tudo, desde hérnias a cancro.
Nada é mais visível nesta história do que os desvios, voltas e curvas das nossas artérias, nervos e veias. Estes desvios são produtos fascinantes do nosso passado evolutivo e estes exemplos mostram que não fomos concebidos de modo racional, sendo antes o resultado de uma história atribulada... não querer olhar para eles é cegueira, desconhecimento ou ignorância!
Adaptado de Quando éramos peixes, Neil Shubin

13-02-2009

Celeda...


12-02-2009

150 anos depois...

Olhar para as nossas origens é como descascar uma cebola. Primeiro vemos características que partilhamos com todos os mamíferos. Olhando para as camadas mais internas, descobrímos as características que partilhamos com os répteis...e por aí fora. Este padrão reflecte-se no registo geológico. O mais antigo fóssil multicelular tem cerca de 600 milhões de anos. O primeiro fóssil de mamífero é mais recente do que o dos répteis. O mais antigo fóssil bípede tem cerca de 4 milhões de anos. Serão todos estes factos coincidência? É caso para dizer: querem desacreditar a evolução? simples: descubram fósseis de coelho em estratos do Câmbrico...como diria JBS Haldane!
Exposição " A evolução de Darwin", na Gulbenkian

09-02-2009

Evolução_1

A evolução está de tal forma confirmada que refutá-la seria como largar uma bola cinquenta vezes para testar a teoria da gravidade. Teríamos a mesma probabilidade de ver a bola subir na quinquagésima vez que a largásse-mos como de encontrar indicíos fortes que contraríem o evolucionismo.

01-02-2009

Evolução...

"Ao que parece, ser paleontólogo é uma grande vantagem no ensino da anatomia humana. Porquê? Os melhores mapas dos corpos humanos encontram-se no corpo de outros animais. O mapa mais acessível para os seus membros encontra-se nos peixes. Os répteis são uma grande ajuda no que diz respeito à estrutura do cérebro. A razão para isso é que o corpo destas criaturas é, com frequência, uma versão mais simples do nosso."

"Será que os factos da nossa história antiga significam que os seres humanos não são especiais ou únicos entre as criaturas vivas? É claro que não. Com efeito, saber algo sobre as origens profundas da humanidade apenas serve para intensificar o facto extraordinário que é a nossa existência: todas as nossas fantásticas competências tiveram origem em componentes básicos que evoluíram em peixes e outras criaturas antigas."

Neil Shubin*
* Reitor da Universidade de Chicago, é professor de Anatomia e formou-se em Paleontologia na Columbia, Harvard e Universidade da Califórnia.

30-01-2009

Democracia, Lei e Justiça...

"Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos."
Winston Churchill

Pois...até pode ser verdade, mas tenho vindo a constatar que nem sempre anda de mão dada com a moral (as leis são leis - em democracia - porque além de leis, devem ser justas. O futuro encarregar-se-à de avaliar a qualidade de algumas delas produzidas nos últimos três anos).

Ate lá, elas, vão regendo as nossas vidas e os legisladores podem orgulhar-se do "belo trabalho" prestado à democracia
!

29-01-2009

NEVOEIRO...

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo - fátuo encerra.

Ninguém sabe que coisa quer,
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...

É a hora!

Valete, Frates

Fernando Pessoa

19-01-2009

Obama said:

18-01-2009

Interacção Génica

No inicio do século XX Bateson e Punnet encontraram resultados inesperados após cruzarem galinhas com várias formas de cristas. Sugeriram a existência de dois genes dominantes independentes P(ervilha) e R(rosa). Quando isolados são dominantes, mas estando os dois presentes, interagem, formando novos fenótipos.

Do cruzamento da crista ervilheira (PPrr) com a crista rosa (ppRR)surge um novo fenótipo - crista noz (PpRr) . Segundo a 1º lei de Mendel, todos os F1 seriam híbridos, mas de fenótipo igual a um dos progenitores - princípio da dominância.

Quando se cruzam dois "noz", (PpRr x PpRr) obtém-se a proporção 9:3:3:1 na F2, mas que difere dos cruzamentos de Mendel , pois existe apenas um carácter envolvido: a forma da crista.

Aparecem, também, 4 fenótipos distintos (de acordo com o princípio da segregação de Mendel, o cruzamento de dois híbridos - para uma característica - deveria originar dois fenótipos apenas).
As novas características (9/16 noz; 3/16 ervilhas; 3/16 rosa; 1/16 simples) são devidas às interacções entre os dois genes. As únicas galinhas de cujos genótipos se pode ter a certeza (apenas verificando o fenótipo) são as de crista simples (pprr).

Adaptado de A Genética; Morton Jenkins

16-01-2009

Segurem o homem!

«Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma [da Administração Pública] serão trucidados»
Castilho dos Santos, Secretário de estado da Administração Pública
(Outubro 2008)

Frases destas são a negação de todos os princípios democráticos, assim como uma chantagem moral a quem manifesta o seu desacordo, não violento, em relação ao governo.
A democracia fica esvaziada do seu sentido o que nos leva a uma nova forma de censura e ao silêncio (provocado pelo medo)...


É ISTO A DEMOCRACIA?

14-01-2009

Ikea...Património da Humanidade?

Não seria mais sensato publicitar o vinho do Porto, ou o glorioso FCP?
E porque não publicitar a casa da música ou o Boavista FC?
A globalização tem destas coisas...
dirão alguns!?

10-01-2009

A última Aula...

A sua palestra inspirou milhões de pessoas.
Em livro, a história que está a mudar muitas vidas.
Quando Randy Pausch, professor de Ciência Computacional na Carnegie Mellon University, apresentou a sua própria Última Aula, tinha 46 anos e um gravíssimo cancro do pâncreas. Por isso não lhe foi necessário fazer um grande esforço para se imaginar na situação. Randy Pausch estava decidido a viver da melhor maneira o tempo que lhe restava e considerou que aquela oportunidade podia ser única para deixar aos filhos de tenra idade uma imagem positiva do homem que ele profundamente é. Então, em Setembro de 2007, apresentou a palestra que intitulou: «Conquistar os nossos sonhos de infância». A Última Aula de Pausch transmite uma contagiante energia, inteligência e sentido de humor. Foi na realidade uma lição de Vida que está a ser, agora em livro, e permanecerá, uma fonte de inspiração para milhões de pessoas.