Domingo, Maio 27, 2012

Administração - Parte I

Administração, corresponde ao processo de Planear, Organizar, Liderar e Controlar (P.O.L.C) a utilização de recursos para atingir objetivos de desempenho.

Planear - Processo de fixar objetivos e determinar o que fazer para a sua consecução.
Organizar - Atribuir tarefas, alocar recursos e combinar atividades visando implementar planos.
Liderar - Despertar o entusiasmo e direcionar esforços para atingir os obejtivos organizacionais.
Controlar - Medir o desempenho e proceder visando assegurar os resultados desejados.

As organizações estão a modificar-se rapidamente; a própria natureza do trabalho também; a economia global é dirigida pela inovação e pela tecnologia; até mesmo o conceito de sucesso, pessoal e organizacional, está evoluindo. A sociedade, nos dias de hoje, demanda nada menos do que o melhor, por parte de todas as suas instituições. Os líderes sabem que o sucesso requer compromissos extraordinários no que tange a comportamentos éticos, eficiência operacional, uso da tecnologia, qualidade do produto (saber) e satisfação do cliente.
Jack Welch (dirigiu a General Electric) reconheceu que o sucesso é construído com base no talento das pessoas - "temos que envolver todas as pessoas na organização", diz ele. As pessoas - aquilo que sabem e aquilo que fazem com o que sabem e aprendem - constituem os fundamentos essenciais do desempenho organizacional.

Uma Organização representa um grupo de pessoas que trabalham juntas numa divisão de trabalho para atingir objetivos comuns. Representam sistemas abertos, que interagem com o seu ambiente num processo de "transferir recursos" de entrada (input) em produtos de saída, na forma de mercadoria e/ou serviços prestados/finalizados.

Adaptado de Administração, Conceitos fundamentais, Schermerhorn (2004). Ohio Univertsity. LTC editora.

Domingo, Maio 13, 2012

A importância da leitura

Sem capacidade para ler, para escrever e para se expressar, os jovens de hoje dificilmente conseguirão, na fase adulta, tirar partido de toda a gama, que é muita, de tecnologias e instrumentos que lhe facilitam o acesso à informação, mas que dificilmente lhes darão a formação e os conceitos de base que se adquirem através do estudo e da reflexão, os quais são caraterísticos da leitura e do trabalho feito com livros [...]. Sem tirar à internet o papel priviligiado, atrevo-me a dizer que a prioridade que as escolas devem definir para os seus alunos é torná-los leitores interessados e com capacidade para compreender e assimilar o que lêm.
Adaptado de Se não estudas estás tramado, Marçal Grilo

Sexta-feira, Maio 04, 2012

We Are Doing it The Wrong Way...

O neoliberalismo selvagem e a lógica de mercado a "entrar pelas escolas" também não ajuda "nadinha" :)

Domingo, Abril 29, 2012

Combater o insucesso escolar

Segundo Marçal Grilo (in Se não estudas estás tramado) alguns dos fatores de insucesso escolar são:
  1. Reduzido interesse da família pela escola, o que muitas vezes está associado    com o baixo nível educacional dos pais;
  2. O baixo nível educacional da mãe;
  3. Má relação entre os pais e a escola;
  4. Baixa motivação do estudante;
  5. Insuficiente domínio da Língua Portuguesa;
  6. Lideranças fracas ao nível da gestão escolar.
O Ex-Ministro da Educação não acredita em grandes programas nacionais nem em soluções milagrosas. Prefere, antes, soluções que sejam encontradas ao nível das escolas, numa lógica de proximidade e que é possível num quadro de autonomia escolar. São necessárias lideranças fortes com capacidade para motivar e incentivar os protagonistas (alunos, professores, pais) para a importância da educação, do conhecimento e dos saberes...

Quinta-feira, Abril 12, 2012

Descartes - a mundivisão cartesiana

Se Galileu afirmara que a natureza está escrita em carateres matemáticos, Descartes acrescentou que esses carateres são números. Tal conceito foi-lhe inspirado pela observação, em 1619, de uma mosca a zumbir no canto do quarto onde estava deitado; compreendeu que a posição da mosca em qualquer momento podia ser representada por 3 números (um em cada eixo - XYZ). Esta visão tridimensional levou-o a postular que a cada ponto no espaço se pode associar um conjunto de coordenadas - cartesianas, como lhe chamou Leibniz - e a cada linha ou corpo uma equação matemática. Nesta mundivisão Deus será apenas necessário para dar início ao universo, pelo que não surpreende que o Discurso do Método tenha sido colocado no índex dos livros proibidos. Descartes oferece-nos, assim, um nova mentalidade civilizacional: a realidade física e os seus elementos podem ser compreendidos como obedecendo a leis perscrutáveis à observação, experimentação e raciocínios humanos.

Quinta-feira, Abril 05, 2012

Galileu


Ao olhar através do telescópio, Galileu descobriu que por detrás das estrelas que pareciam fixas numa esfera de cristal existiam muitas outras a perder de vista, o que pôs em causa a localização do empíreo. Tendo Galileu revelado ao seu assistente a inexistência do empíreo, o mesmo jovem levantou a questão: "Onde está então Deus"? A resposta de Galileu: Dentro de nós ou em lado nenhum.
Afirmou, também, que podia provar matematicamente que a Terra gira em torno do Sol, não o contrário. O cardeal Bellarmine, principal teólogo da igreja romana, contrapôs que a realidade física não é explicável pela matemática mas pelas escrituras cristãs. Só que Galileu era um homem intelectualmente sério e corajoso, não receando a controvérsia que as suas ideias poderiam atear - Retirar à Terra o estatuto de centro do Universo seria "profanar" a casa da humanidade! Bem...Apenas pretendia substituir a autoridade da igreja por uma nova, a da Ciência no que às coisas físicas diz respeito. Tal é deveras interessante, já que Galileu era o que se podia considerar um bom cristão
A teologia, focada no geocentrismo e antropocentrismo, teve e ainda tem de se ajustar às evidências galilaicas e da cosmologia contemporânea. O heliocentrismo provocou um real cataclismo teológico e filosófico. . A inquisição limitou, naturalmente, o genial pensador. Galileu foi obrigado a abdicar das suas ideias, mas a verdade (que é como o azeite) acabou por vir ao de cima...Foi "reabilitado" na encíclica do Papa Pio XII, Humani generis, em 1950 - demorou 340 anos :).

Obras consultadas
Educação, Ciência e Religião de Alfredo Dinis e João Paiva
Uma História da Matemática de Luís M. Aires

Humildade

Quinta-feira, Março 29, 2012

Autonomia e desafios das Escolas

Trabalho de equipa
É hoje reconhecido, em muitos setores, que o papel desempenhado perante a comunidade educativa é diferente de escola para escola. Significa isto que a autonomia de cada estabelecimento de ensino é a capacidade que cada um destes estabelecimentos tem para definir o seu projeto educativo e o seu modelo de gestão e organização.

Os principais desafios são:

- A autonomia e o sistema de gestão das escolas;
- A formação do corpo docente;
- A aplicação generalizada das TIC's;
- A consolidação de uma cultura científica e um ensino assente numa base experimental;
- O combate ao abandono e exclusão escolares;
- A promoção do ensino/aprendizagem ao longo da vida.

É, assim, necessário definir:

1 - O nível de participação que devem assumir os professores e os pais no processo de gestão e administração escolar;
2 - Estabelecimento de regras claras que permitem às escolas obter financiamentos outros que não apenas os que têm origem no orçamento de estado;
3 - O reforço e a consolidação de "cultura de escola" que assenta em lideranças fortes, em corpos docentes estáveis e motivados e ainda em projetos de escola que, ano após ano, vão sendo aperfeiçoados;
4 - A responsabilização dos pais no processo eductivo enquanto responsáveis últimos da educação dos seus filhos.
Adaptado de Se não estudas estás tramado, Marçal Grilo

Domingo, Março 25, 2012

Origem dos símbolos algébricos

Símbolo
Data
Origem
+
_

1489

Widmann - Alemanha


1525

Christoff Rudolff - Alemanha

=

1557

Robert Record - Inglaterra

×

1618

William Oughtred - Inglaterra

a, b, c (constantes)

x, y, z (variáveis)


1637


René Descartes - França

÷

1659

Johan Rahn - Alemanha

Quarta-feira, Março 14, 2012

as Crianças Afluentes...

As crianças afluentes são abundantes em tudo: falam muito, exigem demasiado, manifestam os seus pontos de vista com excessiva exuberância. Há muito deixaram de se preocupar com os outros e permanecem centradas em si mesmas. O seu quotidiano é preenchido por movimentos constantes de birras, protestos ou tentativas de sedução, conforme as circunstâncias do momento. 0 seu discurso é caudaloso, quer em casa quer na escola, como se não pudessem existir, um só momento, fora do trono que ocupam. Durante alguns minutos por dia, são capazes de ficar em silêncio, curvadas sobre si própria: nessa altura, pais e professores suspiram de alívio, mas é apenas o descanso do guerreiro. De repente tudo volta ao ponto de partida e a profusão regressa, como se aquelas tréguas só pudessem ser de curta duração.
Observemos o seu quotidiano. Imaginemos uma dessas crianças: rapaz, onze anos, 6.o ano de escolaridade, um irmão mais novo. Quando é acordado pela mãe para ir para a escola, logo começa a protestar, porque é cedo e está frio. Em regra não toma o pequeno-almoço, toda a família já se atrasou com o protesto inicial e o menino agora embirra com o leite matinal. Chega à escola e não fala às auxiliares, mas não hesita em gozar um colega mais frágil ou em desafiar a professora, sobretudo se não for logo gratificado com uma atenção privilegiada. A afronta pode ser uma recusa de resposta, olhos para baixo e braços cruzados com força, ou aparecer sob forma disfarçada, através de uma série interminável de perguntas, para as quais há muito conhece as soluções. Nos testes, olha para o colega do lado para espreitar as respostas, estuda pouco mas quanto baste para não reprovar.
Chega o primeiro intervalo. Irritado e cheio de fome, abranda a sua fúria numa bola de Berlim com creme, ou num donut ressequido do bar da escola. Não dispensa uma piada a quem o receia e é hábil nas graças às raparigas. De regresso às aulas, é o momento de armar em líder da turma e protestar quando a professora tenta impor a disciplina.
Almoça longe do refeitório, isso é para os chungas. Prefere comer no café mais próximo, a exigência diária de dinheiro aos pais permite-lhe escolher a ementa. De tarde, está sonolento nas aulas, olha com ar de desafio em seu redor, não toma nota dos trabalhos para casa.
Vai ao judo com a mãe, que aparece a correr deixando o trabalho a meio. Aplica-se pouco, a sua cabeça já está no centro comercial onde a seguir vai exigir T-shirt e polo de marca, ténis à moda ou mais um jogo para a PlayStation. No carro de regresso a casa, protesta uma vez mais: a T-shirt é de uma cor que não aprecia, faltou comprar mais um par de calças.
Os trabalhos de casa são feitos a correr, em alternativa exige à mãe uma justificação para a professora se não os faz. Ignora a chegada do pai, pois desde há muito está no Facebook ou a lançar tiros em jogos de computador. Janta em tabuleiro uma fatia de pizza, de volta aos jogos não aceita ir para a cama a hora supostamente combinada. No quarto tem televisão, computador e a amiga PlayStation, quanto mais tarde fechar a luz, mais vencedor se sentirá.
No dia seguinte, tudo recomeça: uma série caudalosa de exigência, raiva descontrolada e retaliação para quem ouse opor-se. Os pais, desesperados, consultam um psicólogo que o ouve com atenção mas que, muitas vezes, lhe reforça a omnipotência.
Estas crianças esquecem que a sociedade já não é afluente. O cibercapital inundou todos numa torrente de escassez financeira e penúria emocional. Aos meninos afluentes tudo foi dado ou prometido, porque pais e avós deixaram que fossem os mais novos a mandar na família, em vez de ser a família a organizar o quotidiano dessas crianças.

Daniel SAMPAIO, As Crianças afluentes, Público. Pública, 05. 02. 2012, 57

Sábado, Março 10, 2012

A mitologia da criança criadora_1

A ideia de ir à escola para fazer jogos é disparatada. O jogo e aquilo que vem com o jogo, podemos aprendê-lo sozinhos ou com a ajuda de qualquer amigalhaço. Vamos à escola para aprender o que não nos ensinam noutros sítios. O ensino escolar é para preparar as crianças para a vida adulta (e para o presente) e não confirmá-las em regojizos infantis. Caso contrário, os alunos tornam-se incapazes de aguentar uma aula completa seja do que for - desenvolvendo comportamentos arrogantes (próprios de meninos mimados e caprichosos) e tiranizantes. 

Adaptado de O valor de educar, o valor de instruir, Fernando savater

Sábado, Março 03, 2012

A mitologia da criança criadora

Uma certa mitologia pedagógica criou a fábula da "criança criadora" que a pedagogia mutila e acorrenta. Claude Lévi-Strauss escreveu páginas cheias de sensatez e de provocação acerca disto. Segundo ele todas as crianças são criadoras, no que se refere às suas possibilidades, mas não à capacidade de realização efetiva dessas possibilidades.
Qualquer processo educativo necessita de disciplina. A etimologia latina da palavra (composta por discis - ensinar e puerripuella - crianças) associa diretamente a disciplina ao ensino - trata-se da exigência que obriga o neófito a manter-se atento ao saber que lhe é proposto. As disciplinas exigem disciplina para serem apreendidas.

Adaptado de O valor de educar, o valor de instruir, Fernando Savater

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

A importância da hidráulica

Os sistemas hidráulicos, seja em escavadoras ou em pénis funcionam bem a maior parte do tempo, mas em ambos uma pequena falha pode comprometer todo o processo. Como Montaigne colocou a questão em Ensaios, " a liberdade indócil deste membro é extraordinária, tão importunamente indisciplinado na sua timidez e impaciência quando não é requisitado e tão desadequadamente desobediente quando mais necessitamos dele, rivalizando tão imperiosamente em autoridade com a vontade e com tamanha obstinação arrogante, negando qualquer solicitação, quer da mão quer da mente". O amor inicia-se com a Química, mas termina na Física, com um exercício de bombas e fluídos. Os homens passam por maiores dificuldades, pois o coito depende totalmente da hidráulica, enquanto todos os outros mamíferos estão munidos de um osso que suporta os momentos mais extenuantes. Este osso permite a introdução do pénis mesmo antes da erecção e a permanência dentro da parceira sem estarem limitados pela sua capacidade de manterem a pressão.

Adaptado de A descendência do Homem, Steve Jones, Gradiva

Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

A iliteracia científica em "Ser Português"...

Raramente temos uma atitude positiva, virada para o futuro, em que valorizamos o que somos e as capacidades que temos. Parece que gostamos da nossa "pouca sorte", dos nossos fracassos e infelicidades. Aliar este sentimento de pena de si próprio a um outro defeito talvez ainda mais devastador, em que o "sucesso" de alguém é sempre atribuído à sorte e não ao trabalho, ao estudo e à vontade de vencer, só pode ser contraproducente.
Uma das lacunas mais facilmente detetáveis na sociedade portuguesa é a da cultura científica. É evidente a dificuldade de muitos para analisar, interpretar, racionalizar e descrever qualquer acontecimento ou fenómeno, por mais simples que seja. O ensino experimental, ao contrário do que se afirma, não está diretamente relacionado com equipamentos de última geração ou com laboratórios sofisticados. A experimentação pode ser levada a cabo com recursos simples, sendo sobretudo o resultado de uma atitude e de uma inicativa do professor. Claro que há medida que se caminha para o final do ensino básico e em especial no ensino secundário a experimentação deve ter outro grau de sofisticação, que implica estruturas e recursos mais "pesados".

Adaptado de Se não estudas estás tramado, Marçal Grilo

Segunda-feira, Fevereiro 20, 2012

Humildade - segundo Sóflocles...

Como diz Sófocles, na Antígona, através da palavra de Hémon: "Não tenhais pois um só modo de ver: nem só o que tu dizes está certo e o resto não. Porque quem julga que é o único que pensa bem, ou que tem uma língua ou um espírito como mais ninguém, esse, quando posto a nu, vê-se que é oco. Mas não é vergonha que um homem, ainda que seja sábio, aprenda muita coisa, e não distenda demasiada corda."

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2012

Formação de professores e funções do ensino

O essencial na formação dos professores é o conhecimento da matéria que ensinam. Para terem à-vontade no ensino e poderem praticar métodos ativos - por exemplo, envolvendo os alunos em projetos e atividades mais livres - necessitam de ter uma boa cultura geral, serem cidadãos informados e conhecerem bem as matérias. Muitas escolas superiores concentram-se no ensino de teorias e métodos pedagógicos, esquecendo os conteúdos disciplinares.
O ensino tem de formar elites, mas também tem de acompanhar os menos favorecidos ou menos dotados e apresentar-lhe vias alternativas. Não se pode passar sistematicamente alunos mal preparados, mas também não se pode retê-los sem lhes oferecer ajudas especiais e vias alternativas, profissionalizantes ou com ritmos menos exigentes. Mas o princípio inviolável deve ser sempre o do registo honesto dos patamares alcançados por cada estudante. Os bons professores sabem há muito o que os teóricos da pedagogia romântica querem que eles esqueçam.

Adaptado de "O eduquês em discurso direto", Nuno Crato

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

Diagrama de Fases

Podemos ter uma imagem dos três estados da matéria em função da Temperatura e da Pressão. A curva sólido-líquido encontra a curva líquido-gás no ponto triplo, onde todas as três fases estão em equílibrio. Por exemplo, o diagrama de fase da água possui um ponto triplo correspondendo à única temperatura e pressão à qual água sólida, líquida e gasosa (vapor) podem existir num equilíbrio estável.  Pontos triplos são pontos em diagramas de fase onde as linhas de equilíbrio se intersetam. Componentes comuns de uma diagrama de fase são linhas de equilíbrio ou contornos de fase, os quais se referem a linhas que marcam condições sob as quais múltiplas fases podem coexistir em equilíbrio. Transições de fase ocorrem ao longo de linhas de equilíbrio.